P. Q. P. - a vida que me fez puto
Fatos crônicos que se tornam cõmicos, bem humorados e dispersos, depurados em alguns versos e trovas.
Sabe aquele indivíduo que só quer aparecer, achando-se o mais grabato:
Vaidade no destaque
a quem no supérfluo pensa,
ser artilheiro, ser craque
pr'á posição que compensa.
É preciso estar com os pés no chão para a realidade premente
Na virada deste ano
com os pés numa havaiana
e alegria sem engano
provar torta de banana.
Se precisa fazer prova, o melhor da produção antecipada se faz através da Ata Notarial:
Se pretende ser notado
leva o fato ao notário,
que em ata vai lavrado
e destaque no cenário.
Noutro dia, assistindo a uma conferência virtual, via meet google, o palestrante teve a ousadia de se dizer candidato ao Prêmio nobel.
Lançado prêmio label
entre os poetas astutos.
Bons de lábia têm laurel
com poemas impolutos.
Todos saíram envaidecidos (!!!) com o desfecho final. O indivíduo fazia a conferência dentro de um carro com pouquíssima luminosidade.
E, para finalizar, com a afirmação socratiana: "eu sei que nada sei", no dizer do sábio. O tolo é um falastrão. Conclui-se na seguinte trova:
O sábio diz que não sabe
e o cretino sabe tudo.
O saber imenso cabe
na mente certa, contudo.
Com uma dose de humor, segue para refletição.
Roger Bueno